segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
Eu amo o Mar.
Não há uma saudade, uma tristeza, uma solidão, nada, nada mesmo que um banho de mar e uma caminhada na praia não cure.
Eu sempre digo isso, e reafirmo: eu ainda quero morar numa praia. Ao menos poder passar um baita tempo numa, poder ir bastante (seguido)...porque praia é algo que me pacifica, o mar me enternerce e me conquista. E o que me conquista me tem na mão e tem mais todos meus elogios, minha admiração, devoção e amor.
Apesar de ter muitas praias em meu coração, e muitas que espero que venham a estar nele, dedico este texto especialmente a praia de Laguna, com a qual compartilhei muitos sentimentos no verão de 2006. Ah o mar...
(07.01.06)
Conte-me.
O que esconde você aí, por de trás de você mesmo?
É você, que lê isso agora...
O que andas escondendo para o mundo?
Nada?! Como assim nada? nah...
Nenhum desejo? Nenhum sentimento?
Nenhuma mentira? Nenhuma frustração?
E medos? E amores? E obscenidades?
Não me diga que não lhe cabe nenhuma dessas perguntas, pois é mentira sua.
Ok...você não precisa contar pra mim, não precisa contar pra ninguém...
mas cá entre nós, chega de enganar a você mesmo né?
O que mais me incomoda não é a curiososidade, é ver sua tristeza, sua angústia, sua agonia...
porque você pode esconder todo o resto e para todo mundo, mas para si, isso você não esconde.
Isso eu posso ver.
Venho me surpreendendo cada dia mais com as pessoas, sua incrível verdadeira beleza, sua inacreditável lamentável podridão, suas inesperadas excêntricidades
Por alguns eu me mordo em curiosidade por querer saber verdadeiramente como são...
por aqueles de olhos estranhos, de energias transmitidas confusas, por aqueles que tem atitudes que não vão além do q pode ser óbvio de notar.
Existem pessoas que não se permitem a transparência.
Há um charme no segredo, ás vezes, entretanto, ás vezes não há nenhum.
É um texto meio sem sentido, mas é que, enfim...
sinto tanta gente que parece ter tanto em si, tantas coisas que não suporta mais carregar só,
e que no entanto também não consegue mostrar, demonstrar
Talvez o mundo exploda no dia que todos puderem expirar um pouco mais de sinceridade.
Ou talvez o mundo não exploda, talvez ele até melhore...
o ar fique menos carregado,
e queimem menos as florestas,
e matem menos animais,
e diminua o número de assaltos e homicídios,
haja um equilíbrio nas taxas de natalidade e mortalidade mundiais,
diminua a pobreza e a fome.
Vocêss aí dão risada, mas tudo é mais simples do q se imagina.
O problema é acreditar nisso.
Esse texto não tem muito a ver comigo, me acredito límpida...
ok, ok um charminho fracassado ali e acolá, uma bizaricezinha, mas ça va.
Sei que existem muitas bombas de efeito moral escondida dentro de certas pessoas, só esperando uma gota, uma fagulha e booommmmm!!!!!
Lá se vai o mundo que conhecemos, ou simplesmente um enorme peso desnecessário
uma agonia, angústia, insegurança, tristeza.
Pois então, conte, me conte se quiser...
eu adoraria (ou não) saber certas coisas de você.
O muito de si no pouco dos outros.
Todo é dia, é um dia perfeito para dar umas boas risadas soltas e também para se machucar com coisas pequenas. Todo hora é hora de força e vulnerabilidade. O problema fica em não existir hora certa para uma ou para outra. Até mesmo os dias vazios são cheios disso, de expectativa e ânsia. Frustrações e alegrias.
Muito de si....o quanto é muito e quanto é pouco? Ás vezes o nosso muito não significa muito para os outros, o muito em alegria, o muito em frustração. E ás vezes o pouco é muito. Enfim.
Me sinto mal quanto decepciono, me decepciono, ou me decepcionam. E isso sempre acontece. Não há ser que viva sem a decepção em sua vida.
Será a frustração vital? Sim porque a alegria é totalmente vital, mas e a decepção? Seria ela também essencial? Acordar e ter de saudar um mal estar acreditando que ele realmente é válido para algo?
Não sei.
Me parece que o pior é decepcionar-se consigo. Porquê é da angústia particular que nasce a frustração nossa e a alheia.
Eu tenho muito de mim nos outros, e tem dias que sinto que eles realmente tem muito de mim, e tem dias que tão, mas tão pouco.
Talvez eu que demais deles, talvez quase nada.
Talvez o melhor seja guardar o que é seu em si mesmo, e em mais ninguém.
Ou talvez não.
Enfim, ultimamente os dias estão muito bonitos pra se pensar nisso. E tudo vai bem.
O mundo é dos espetos!
A falta de sono e vontade de dormir. A inércia que traz uma espera boa. Admirável mundo novo, diria um autoditada.Das vantagens de crescer o que vale é a interessante questão de crescer. O mundo é dos espetos. Tragam seus corações.
Melhor ou pior: como se mede?
Não somos nós que damos valor a elas?
Que me vale, numa analogia deveras corriqueira, admirar uma centena de desconhecidos bem sucedidos, se foi o esforço de pessoas simples como meu pai e minha mãe que me proporcionaram hoje estar até levemente acima do peso, pensar nisso que escrevo e ter onde o fazer?
E minha faculdade que é um lixo? Logo eu casca de banana falante.
Porque todo "lá" é melhor que "aqui", se eu não o disser?
Sim eu sei que existe um raio onde o pior e o melhor são latentes, seja pela desgraça ou luxúria. Mas falo num tom, dessas considerações bobas, que nós classes digamos meio médias nos permitimos.
Com que régua, escalímetro ou similar se mede o melhor e o pior, sabendo que são quantificações subjetivas dadas a ânimos paralelos altamente distintos e de temporalidade variável?
E se ficar no muro...
você sabia que muita gente tem o hábito de por cacos de vidro ali?
Nem sempre o meio termo enquanto fuga ou comodismo é a saída. Até porque você sabe, as respostas, sempre dependem.
Oremos. Dolor sit amet.
Não consigo descrever o que sinto. É como se nada fizesse sentido. A ilusão é o pior dos ópios. A verdade o antídoto que mais dói. Combatendo a mentira, a enganação e os falsos testemunhos afastamos os fantasmas da simplista aceitação. Não quero aceitar apenas, quero entender. Me sinto mal pq o mundo não é do jeito que quero. Me sinto mal, por ter medo que ele se transforme naquilo que o descaso pessoal meu o dos outros chama de acaso. E no paradoxo tal qual toda cor ser luz, ainda que tinta, ainda assim, me sinto bem. Eu tenho consciência, que tudo passa, e que como diz minha mãe, problemas de verdade ainda virão. Mas não vou finjir para vida “ok, esta tudo bem”. Uma ova senhor destino, seu engraçadinho. Piadas de mal gosto, mais que um estranho cabelo. Você sabe o que faz não sabe? Pois é bom que saiba. Sabe-se pela voz o pouco de verdade que existe em cada um. Acreditar em nome de uma vontade maior se chama tolerância. Algo como, faça o bem independente a quem, acorde pra cuspir, ou ligue o foda-se e seja feliz. Compreenda que cada um tem seu tempo e seus modos. Que esse ano entendamos o que significa consideração e uma vida nova e sincera, todos juntos então oremos: dolor sit amet. Eu acordo hoje. E do amanhã não sei. Não sou ópio, não sou antídoto. Quero saber que sou eu, e sentir isso, mesmo que doa, e que tudo ao redor cheire a nada da melhor fragrância masculina. Quero que a vida não me baste, quero transbordar naquilo que sinto, e sentir a certeza de que nada sei, ainda que lute pelo que eu quero. Tempo perdido não existe. Mal vivido é o tempo na falta/falsa de perspectiva. E para o mal tempo, um elixir diário de bonança. Dias do sol, clama minha alma, dias de sol. E que um bom ventilador não me falte, sempre que for preciso.
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008
Sim, a estória do Não
Mas aí aconteceu um troço engraçado. Depois daquele período em que eu quis as coisas e ela só me dizia não, de tão absurdas que eram as coisas que eu queria, fui eu quem passou um baita tempo dizendo "não" pra tudo:
- Paula (minha mãe me chama de Paula), vamos dar uma voltinha hj?
-Não.
-Paula, vamos tomar um sorvete agora?
-Não.
-Paula, tu não quer ir brincar ali com os outros?
-Não.
-Minha filha a mãe fez aquele pudim de leite condensado que tu gosta, quer?
(olha que pra eu negar o pudim da minha mãe, é brabo)
-Não.
E foi "não e não" por um baita tempo. Depois de tanto ouvir acabei incorporandoo o "não" na rotina, até que tudo foi voltando ao normal.
Eu ainda sou muito cabeça dura, quando quero, quero porque quero e deu. Mas, depois de ver que, exaustivamente, "não dá" acho que procuro adotar a negação por um tempo, fingindo assim que o não também é uma coisa normal. Tudo com uma boa dose de exagero.
(Exagerada eu? Nããããoo, quase nada.)
Mas agradeço a todos os "não" de minha vida. E a todos os "sim", é claro.
Porque ao menos eles querem dizer alguma coisa. Ás vezes só se precisa ouvir: "sim ou não". É difícil querer um e ter que ouvir o outro, mas nada que seja extremamente pezaroso (bem, um pouco, ás vezes). Verdade é que tem momentos em que eles tem que ser ditos, de um jeito ou de outro. Coragem, vamos lá. O que demora é entender. Mas a gente entende.
Quantos "sim" podem preencher o vazio de um não?
E quantos "não" valeram tanto ou mais que um sim?
É pra se pensar sim. Ou não também.
Time is on my side, isn't it?
Quando eu estava no segundo grau, achava que não poderia haver época melhor, tinha consciência de todas aquelas coisas boas, conversas, pessoas, festas e fatos memoráveis e hoje, hoje lembro feliz. Nada daquilo morreu, mas quanto mais passa o tempo, melhor parace que tudo fica. Acho que é isso que se chama de crescer afinal. Nada se esquece, tudo se esclarece, enternece, eterniza ou adormece. Tem dias em que acordo angustiada pensando em algo, querendo algo, desejando aquilo, e com o tempo, bem... as mudanças são impressionantes. Em uma semana o que era extremamente imprescindível torna-se altamente desnecessário.
Muitas coisas vem se tornando imprescindíveis e desnecessárias todos os dias, pra todo mundo. Isso é interessante. Interessante também a fugacidade de nossas vidas. Das vontades e desvontades. Faz um tempo que resolvi não querer algumas coisas. Pois tem coisas que não adianta querer afinal. Ao menos não se atormentar tanto por conta de uma possibilidade remota, inexistente, imprópria. Outra amiga , outro dia, me disse na rua, no meio de uma conversa, de como era preciso ser feliz por conta própria, pq felicidade de verdade não vem de ninguém, só da gente mesmo. Com certeza. Nós somos nossos melhores parceiros. Os mais confiáveis, e claro, ainda passíveis a minímas traições, as quais, entretanto, achamos razoavelmente coerentes depois de algum tempo.
Dia da horta
Pois a partir de hoje eu acredito. E isso não quer dizer que não vá continuar a tentar certas coisas. O que importa é ser sincero consigo mesmo. Mal da teimosia? Não sei, creio que não. Pena tenho de quem não é corajoso o suficiente pra lutar por seus desejos, de quem foge, e de tão maduro aprodece numa vida medíocre sem provar o gosto, ou admirar as coisas boas na sua volta. Quem procura um dia acaba achando o ponto certo. Nem tudo floresce no mesmo período. Esperar é muito difícil. Ás vezes se está na fase mais hermosa e frutífera enquanto muita coisa mal desabrochou ou já secou, murchou, morreu. Então confie nessa sua consciência. Só não desanime. Ás vezes tudo é uma questão de percepção.
Laranjeiras são grandes dão flores e frutos o ano inteiro.
Pés de morango são sensíveis a tudo, precisam de muito cuidado pra dar bons frutos e que são sempre mais caros.
Rosas são extremamente lindas, e ás vezes nascem em lugares inusitados, sempre com espinhos.
Amores perfeitos são bonitos e uma das flores mais frágeis que já conheci.
Mato cresce em qualquer lugar, não precisam de atenção e mesmo que se arranque sempre aparece de novo.
Pés de flores, frutos e mato. Tem-se tempo e lugar pra tudo afinal. Intempéries são normais. Aguarde a boa colheita. Não plante sempre a mesma coisa. Não pise e não arranque se possível for, seja o que for. Viva com cautela os benefícioses e malefícios deste mundo confortável de grandes latifúndios, tecnologia, transgenia, praticidade das feiras, floriculturas, mercados e afins.
As coisas que NADA(m)
2. Chegou lá e NADA;
3. Sempre tem aquele que não sabe de NADA;
4. Ás vezes não se quer saber de NADA;
5. Gostar de alguém não quer dizer NADA;
6. Sempre tem algo que não foi NADA de mais;
7. Quem NADA é peixe;
8. Ele realmente não percebe NADA;
9. Ás vezes não tem NADA de interessante;
10. O vazio é cheio de NADA;
11. NADA adianta ás vezes;
12. Ninguém quer ser um NADA;
13. O inútil não serve pra NADA;
14. Se ninguém faz NADA, NADA acontece (e vide 1);
15. NADA prova o contrário;
16. Ás vezes dá em NADA;
17. Ás vezes não dá NADA;
18. Tem gente que é daNADA;
19. Aquela idéia que veio do NADA;
20. Mas NADA te faz tirar aquilo da cabeça;
21. Tem gente que não tem NADA;
22. Ninguém "tem NADA", pq sempre tem alguma coisa;
23. Não duvido de NADA;
24. Se não foi NADA, vai passar;
25. Mas NADA passa assim de repente;
26. Nunca acontece NADA (e vide 1);
27. Ás vezes uma coisa de NADA, dá o que falar;
28. NADA é tão complicado e NADA também é tão simples;
30. NADA é tão fácil mas NADA é impossível;
31. Falou muito e não disse NADA;
32. Enfim, NADA a ver também...
33. Não há NADA que possa ser feito;
34. O que, vai dizer que ainda não pensou em NADA?
35. Já sei, você não tem NADA pra dizer...
36. Nothingland é a terra do NADA;
37. Obrigada. (De NADA)
38. ...
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
Teoria do Facultativismo Climático
A teoria seria quase como a teoria do Contrato Social de Rousseau, aquela que diz que, estavam então todos os homens vivendo em barbárie, quando de repente de comum acordo tomaram consciência e "assinaram" o contrato social, de modo que assim surgiu a sociedade civil, suas normas e leis fundamentais (algo tipo não entre no meu terreninho, não roube minhas coisinhas e não mate meus filhinhos, se não você vai se ver, não comigo, mas com o estado eim).
Mas o facultativismo é relativo ao tempo. Tempo entenda-se o clima.
O acordo que todos "assinariam" seria basicamente para facilitar suas vidas climaticamente. Algo bem objetivo:
- Mais de 30°- canceladas as aulas e demais atividades burocráticas;
- Menos de 7°- canceladas as aulas e demais atividades burocráticas;
- Chuva forte, chuvisqueiro, vento forte, nevoeiro, neblina, neve, mormaço, idem.
Enfim, clima dúbio, dia brabo, medonho, ferrenho...já era. Tudo cancelado. O que se faz? Ora muito simples.Tire o dia para outras coisas mais interessantes de acordo com as circunstências climáticas do dia. Seriam feitas muitas coisas das quais os dias normais ás vezes nos inibem de fazer no meio de tantos compromissos e horários. Se dormiria, se leria, nos reuniriamos com os amigos pra conversar, veria-se filmes, cinema, biblioteca, arrumar as gavetas, organizar os cd's, fazer resumos, comer crepes, tomar chimarrão, sorvete, dar uma volta na praça, pegar sol na sacada, etc, etc. Sem pressa desnecessária, sem pressão aleatória, sem cobrança alheia, sem expectativa infundada.
E este seria apenas o começo. No futuro, conforme as pessoas entendenssem melhor como controlar o tempo pessoal e lidar com o tempo (de vendaval), grandes centros de lazer e ode a vida seriam construídos para celebrarmos as eventuais quebras de rotina, mudanças de percepção. Seriam os novos templos das novas crenças de novos tempos. Hosana rare rare!
Mas tudo bem, eu entendo, faz mais sentido não matar o primeiro que aparecer pela frente do que não tomar chuva na cara rumo ao serviço.
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
Feira de Trocas
Nem sempre se quer trocar algo que se tem. Nem sempre os outros querem trocar aquilo que eles tem. Nem sempre negociamos do jeito que queremos. Ás vezes muito em troca e ás vezes nada em troca. Ou simplesmente não se troca. Fique você com suas coisas boas, ruins, geniais e patéticas que eu fico com as minhas. Nós só íamos trocar porque nos era conveniente. Ah e por favor, só se forem trocas justas. Não se troca vinténs por tustões, pois, a ligação do 6 para com o meia dúzia não é aquela do cú para com a calça.
Talvez todo mundo tenha algo pra trocar, afinal: vantajosa ou degradante, a "troca" se faz de justa (saia ou cega) e conduz os viventes. Existem pessoas que passam longos anos abstendo-se das negociações. Mas do que vivem elas? De luz?!
A quem interessar, troco minha ansiedade e/ou/por um par de botas.
