Não consigo descrever o que sinto. É como se nada fizesse sentido. A ilusão é o pior dos ópios. A verdade o antídoto que mais dói. Combatendo a mentira, a enganação e os falsos testemunhos afastamos os fantasmas da simplista aceitação. Não quero aceitar apenas, quero entender. Me sinto mal pq o mundo não é do jeito que quero. Me sinto mal, por ter medo que ele se transforme naquilo que o descaso pessoal meu o dos outros chama de acaso. E no paradoxo tal qual toda cor ser luz, ainda que tinta, ainda assim, me sinto bem. Eu tenho consciência, que tudo passa, e que como diz minha mãe, problemas de verdade ainda virão. Mas não vou finjir para vida “ok, esta tudo bem”. Uma ova senhor destino, seu engraçadinho. Piadas de mal gosto, mais que um estranho cabelo. Você sabe o que faz não sabe? Pois é bom que saiba. Sabe-se pela voz o pouco de verdade que existe em cada um. Acreditar em nome de uma vontade maior se chama tolerância. Algo como, faça o bem independente a quem, acorde pra cuspir, ou ligue o foda-se e seja feliz. Compreenda que cada um tem seu tempo e seus modos. Que esse ano entendamos o que significa consideração e uma vida nova e sincera, todos juntos então oremos: dolor sit amet. Eu acordo hoje. E do amanhã não sei. Não sou ópio, não sou antídoto. Quero saber que sou eu, e sentir isso, mesmo que doa, e que tudo ao redor cheire a nada da melhor fragrância masculina. Quero que a vida não me baste, quero transbordar naquilo que sinto, e sentir a certeza de que nada sei, ainda que lute pelo que eu quero. Tempo perdido não existe. Mal vivido é o tempo na falta/falsa de perspectiva. E para o mal tempo, um elixir diário de bonança. Dias do sol, clama minha alma, dias de sol. E que um bom ventilador não me falte, sempre que for preciso.
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
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