quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Teoria do Facultativismo Climático

Hoje ao acordar pensei, mais uma vez, sobre a teoria do facultativismo. A teoria é de inveção minha e bastante simples. Nasceu dessas conversas com amigos sobre tudo e sobre nada.

A teoria seria quase como a teoria do Contrato Social de Rousseau, aquela que diz que, estavam então todos os homens vivendo em barbárie, quando de repente de comum acordo tomaram consciência e "assinaram" o contrato social, de modo que assim surgiu a sociedade civil, suas normas e leis fundamentais (algo tipo não entre no meu terreninho, não roube minhas coisinhas e não mate meus filhinhos, se não você vai se ver, não comigo, mas com o estado eim).
Mas o facultativismo é relativo ao tempo. Tempo entenda-se o clima.

O acordo que todos "assinariam" seria basicamente para facilitar suas vidas climaticamente. Algo bem objetivo:

- Mais de 30°- canceladas as aulas e demais atividades burocráticas;
- Menos de 7°- canceladas as aulas e demais atividades burocráticas;
- Chuva forte, chuvisqueiro, vento forte, nevoeiro, neblina, neve, mormaço, idem.

Enfim, clima dúbio, dia brabo, medonho, ferrenho...já era. Tudo cancelado. O que se faz? Ora muito simples.Tire o dia para outras coisas mais interessantes de acordo com as circunstências climáticas do dia. Seriam feitas muitas coisas das quais os dias normais ás vezes nos inibem de fazer no meio de tantos compromissos e horários. Se dormiria, se leria, nos reuniriamos com os amigos pra conversar, veria-se filmes, cinema, biblioteca, arrumar as gavetas, organizar os cd's, fazer resumos, comer crepes, tomar chimarrão, sorvete, dar uma volta na praça, pegar sol na sacada, etc, etc. Sem pressa desnecessária, sem pressão aleatória, sem cobrança alheia, sem expectativa infundada.

E este seria apenas o começo. No futuro, conforme as pessoas entendenssem melhor como controlar o tempo pessoal e lidar com o tempo (de vendaval), grandes centros de lazer e ode a vida seriam construídos para celebrarmos as eventuais quebras de rotina, mudanças de percepção. Seriam os novos templos das novas crenças de novos tempos. Hosana rare rare!

Mas tudo bem, eu entendo, faz mais sentido não matar o primeiro que aparecer pela frente do que não tomar chuva na cara rumo ao serviço.

4 comentários:

Vanessa disse...

O problema e que em dias medonhos, como os que citaste, sempre tem alguém disposto a matar o próximo. Eu, por exemplo!
Acho que as leis deveria ser associadas...

:*

negraticx disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
negraticx disse...

- denovo :P
Ah, eu sou mais aproveitar dias bonitos e ensolarados pra coisas melhores do que ter aula ou trabalhar.
Entre 20 e 30 graus não me parece justo desperdiçar o clima em atividades que nos prendem em espaços fechados.
Deveria sim, ser como o rodízio dos carros, por placa, mas seguindo uma ordem já bem estabelecida, tendo em vista que no mínimo alguns serviços como o super mercado e a farmácia devam estar abertos enquanto decidimos não trabalhar.
Hoje: primeiro dia de sol - as lojas com numeração par podem fechar.
Nos dias de sol que se seguem, as lojas de número ímpar, depois par, e ímpar... assim vai.
E, importante, nos dias de chuva pode-se trabalhar em escritórios, mas os mercados e farmácias podem fechar, concentrando-se em serviços de telentrega :)

fabianaheinrich disse...

lendo esse teu post, me lembrei da minha teoria (que não tem nome), de que é um desperdício para todos ter uma rotina e levantar sempre no mesmo lugar e ver as mesmas coisas e as mesmas pessoas, quando sabemos que não conseguiremos ver o mundo todo e saber e conhecer tudo antes de morrer.

acho que se juntarmos as nossas teorias, as coisas seriam facilitadas (teríamos os dias de rotina, de trabalho, definidos pelo clima, e teríamos os dias de descanso, nos quais poderíamos nos dedicar a nos teletransportar para outros lugares do mundo).

e então, vamos revolucionar a sociedade atual? ueheuhe. :P